Amor,
Te dou a miséria da minha vida,
Pouca, mas, as coisas se ajeitam.
Amor,
Te dou o meu coração,
Pouco, mas, as coisa se ajeitam.
Amor,
Sou teu, vem dormir comigo,
As coisas se ajeitam.
Francisco Maia.
sábado, 16 de janeiro de 2016
sábado, 3 de outubro de 2015
Maria da net.
Maria
da net.
Na
minha caminhada eu percebi a vontade alheia,
Na
minha caminhada eu enxerguei!
A tua
vontade não é a minha!
Eu
vi a mão sobre o meu corpo.
Os
cordões que tu tentavas colocar
Sobre
a minha consciência, a palheta,
A marionete
seria eu!?
Sim,
sim. Mas, na subjetividade.
Criança
crescida, eu, passei pelo mundo,
Corri
mundo. Criança crescida a tua visão
Não
é a mesma que a minha.
Os
dedos teus dançam com a finalidade
De
conduzir-me, e a minha vontade
É simples,
ela é minha.
Francisco
Maia.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
Doce egoísmo.
Doce egoísmo.
Ah!!! O ego!!!
Não existe sentimento mais altivo,
Enganoso que ele, o ego.
Achar que ganhou.
Hei ego!?!
Mandar outro a merda
Só para contradizer e, afirmar
Que está com a razão.
Meu ego!!!
Saber da certeza
No erro do outro cego.
Ficar quieto.
Abrir uma cerveja.
Sentar e esperar.
Francisco Maia.
Ah!!! O ego!!!
Não existe sentimento mais altivo,
Enganoso que ele, o ego.
Achar que ganhou.
Hei ego!?!
Mandar outro a merda
Só para contradizer e, afirmar
Que está com a razão.
Meu ego!!!
Saber da certeza
No erro do outro cego.
Ficar quieto.
Abrir uma cerveja.
Sentar e esperar.
Francisco Maia.
domingo, 30 de novembro de 2014
Coruja dos olhos vermelhos
Coruja
dos olhos vermelhos
Rasgou
mortalha
Na
lua minguada.
Alçou
voo, aconchegou-se
Em
uma arvore seca.
Coruja
de olhos vermelhos
Rompendo
o nevoeiro
Quebrando
a escuridão,
As
trevas... Os seus olhos tudo vê.
Coruja
dos olhos vermelhos,
Transformando
a escura noite
Em
conhecimento, trazendo a luz,
A
sabedoria em momentos de
Ignorância
suprema, de cegueira
Da
consciência humana.
Francisco
Maia.
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Queria ser o que sou.
Queria
ser o que sou.
Eu queria ser um ator
Ter a
tristeza amenizada
Pelas
risadas que provocaria,
Sabendo
ainda que iria chorar no camarim.
Mas
quem sabe, ser um ator provocaria
Alegria nas pessoas, dançar sem ter motivo,
Amar
sem ter que ficar preocupado,
Sentir,
só sentir a luz que desce quando a cortina abre.
Queria
ser um cantor, levar a minha alegria, minha voz,
Inspirar
gerações, ser a pessoa que fala sem medo,
Que
compõe poemas, musicas, levando
Todos às lágrimas em um palco gigantesco.
Pensando
bem! Eu, não só sou ator e nem cantor,
Levo
inspiração, alegria e mais ainda,
A
razão, o conhecimento rompendo a escuridão
Da ignorância. E risadas, às vezes.
Eu
sou Professor.
Francisco
Maia.
sábado, 6 de setembro de 2014
Infância
Infância
Saudade de tudo que me consome,
A alma, perto do cemitério e longe
Do mundo ingênuo que construímos,
Da melancólica distância de hoje.
Meu mundo perfeito, que um dia
Foi meu quarto, pequeno, mas lindo,
Das pessoinhas que passavam pela porta,
Riscando a parede com carrinhos.
Saudade! Isso é, as pessoas que nos tornamos,
Crescemos, vivemos, e veremos outros
Crescerem, na ingênua penumbra.
Ainda somos os mesmos moleques!
Outrora éramos a alegria da casa
E transformavam tudo em brincadeiras.
[hoje são as nossas crianças.
Francisco Maia.
sábado, 16 de agosto de 2014
Chão do mundo.
Chão do mundo.
Andei por um caminho estranho,
Não tinha destino, nem trilha,
A luz era pouca;
O fumo subia, pulmões eram sufocados.
Senti o podre corpo cambaleando,
Doloroso foi o remoer das vísceras,
Em desgraças o cérebro
Só pensava em poemas.
Joelhos raspando ao chão duro,
Morrendo aos poucos e ainda animado.
No asfalto negro surgiu a sombra.
Surgiu a coragem do desafio:
- Venha morte assustada,
Pois esse ébrio só há de ir arrastado.
Francisco Maia.
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