sábado, 23 de fevereiro de 2013

Heróis.


Heróis.

Tem momentos que vem em minha mente
Os dias de gloria, ferro e fogo, mortos
Medievais, heróis que procuraram a glória,
Que cravaram o seu nome na história.

Vem em minha angustiada, o desejo grego,
Das lembranças eternas e que a luz nunca se apague,
Que a chama fique acesa nos meus dias eternos,
Nas noites escuras que padeço no meu purgatório.

Sei que os heróis medievais gravaram o seu nome
Na história com fio de espada, lanças e flechas,
Que muitas vezes pagaram com o próprio sangue
O nome escrito com tanta pompa.

Mas eu queria que todos honrassem os nossos
Heróis que morreram e deixaram as casas, as famílias,
As namoradas, as esposas, filhos e amigos.
 Tombaram por um país livre, por um sonho,
Que os anos de 1964 – 1984 exigiram deles.

Meus heróis os saúdo todos vocês.


Francisco Maia.


Amor que vem e vai.


Amor que vem e vai.

O sopro do vento veio a minha face,
Tocou como o toque de suas mãos.
Um sorriso pairou em meus olhos,
Veio como a sua chegada de noite.

A paz veio nos degraus do ônibus,
Na chegada em anuncio no Aeroporto,
Na porta do táxi, nas mãos dadas, porta abeta.
Na partida da rodoviária uma dor...

...No peito apertado na despedida,
Na sua ida embora para Curitiba,
Na sua noite na BR 101, 116.

Minha noite sentado sozinho na sacada do apê,
Ligando do meu celular para saber de você,
Para dormir segunda te amando mais que amei na sua chegada.

Francisco Maia

domingo, 27 de janeiro de 2013

Trago


Trago.

Andando na impura sobriedade,
Foi assim um ser calado, com as mãos tremulas,
Um homem perdido em sentidos incrédulos,
Pisando com pés equivocados na lajota.

Com a cabeça baixa as vozes lhe ocupavam a mente;
Com a morte em sua frente o peito se enchia de fumaça:
- Queres um trago? – singela morte!
- Queres um trago? – aceite seu hipócrita!

- Não aceito, não! Pois quero ta aqui quando
Você morrer, e não ir junto, eu que vou te fumar...
... O meu trago é o sopro de vida que tu tens.

O calado homem ficou sério ouvindo os murmúrios
Em sua cabeça, sem ao menos pestanejar ele sacou
Do bolso outro cigarro, acendeu e falou em voz alta.

- Esse é para ela que vai tragar a minha alma,
Já esse trago que dou é para mostrar que
Não é só ela que sente prazer na vida que se vai.

Francisco Maia. 

sábado, 26 de janeiro de 2013

Rumos da vida.


Rumos da vida.

Por essa quadra que me quebra a cabeça,
Por esse dia que me deixa velho e ranzinza,
Por mais um minuto que não posso ter,
Por fim, me atrevo a te dizer...

Valeu o tempo que estivesse em meus olhos,
Os dias que curou as minhas moléstias, as chagas da alma,
As horas que me deixou suspenso no ar leve,
A inexistência que colocaste o sentido para existir.
                                                                          
Não me sinto deserto de sentimento.
Não me vejo sem tempo para respirar
Não ordeno mais os meus passos para traz.

E deixo essas parcas palavras para você.
O dia que entrou na porta da minha vida, eu deixei de lado a morte,
 Comecei a escrever quadras e terças para não te esquecer.


Francisco Maia.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Fome.

Fome.

Somos farinhas, torrada, fina e grossa... 
Mandioca, fruto da terra... 
Somos raízes da alma... 
Somos poetas.


Francisco Maia

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Simples Versos Noturnos.

Simples Versos Noturnos.

Esses versos são ladainhas
De viúvas em cortejo, são
Despedidas de coveiros,
São sonhos perdidos no tempo.

Esses versos são flores mortas
De noivas abandonadas no altar,
É o desprezo do amor e suas veredas,

Melancólicas lágrimas desaguadas no mar.

Vontade se faz, não deixa para depois,
Os dias passam e os momentos se despedem,
A oportunidade é a única chance da noite.

Outrora... Outro dia... Outra vida inteira,
A certeza de seguir o simples enterro,
E a verdade, que na vida tu és o erro.

Francisco Maia.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O que você não sente.


O que você não sente.

Eu aprendi a ser só.
Caminhar só.
Olhar a lua só.
O nascer do sol só.

Nasci sozinho,
Trilhei os trechos da vida sozinho,
Batalhei sozinha a vida,
Hoje me encontro sozinho.

Não se preocupe comigo
Pois um poeta ama sozinho
O dia que não pode ter.

A preocupação é para pessoas
Que tem com quem se importar
Não é para pessoas sozinhas.

Francisco Maia.